Nova especie da gripe das aves “é das mais letais”, alerta OMS
Vírus H7N9 transmite-se mais facilmente ao homem do que o H5N1, que esteve na origem do surto de 2003/2004, mas tem uma mortalidade menos elevada
A nova estirpe de vírus da gripe das aves H7N9 descoberta na China é “um dos vírus da gripe mais letais que já encontrámos”, afirmou o director adjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), Keijo Fukuda. “Este vírus transmite-se mais facilmente das aves para os humanos do que o H5N1”, que espalhou o pânico em 2003/2004, disse Fukuda.
A nova estirpe de vírus da gripe das aves H7N9 descoberta na China é “um dos vírus da gripe mais letais que já encontrámos”, afirmou o director adjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), Keijo Fukuda. “Este vírus transmite-se mais facilmente das aves para os humanos do que o H5N1”, que espalhou o pânico em 2003/2004, disse Fukuda.
O vírus H7N9, no entanto, é ainda menos mortífero ainda que o H5N1: matou já 22 pessoas das 108 que infectou na China, o que resulta numa taxa de mortalidade de 21%, diz um estudo publicado online na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM). Mas não é de descartar que a mortalidade venha a subir nos próximos tempos. “Podemos estar a ver apenas as infecções mais graves”, afirmou Fukuda.
Este vírus recombina genes de três outros que se costumam encontrar em aves asiáticas e os cientistas concluíram já que se encontra nas galinhas, embora a maior parte das pessoas tenha contraído a doença de animais que tinham um aspecto saudável.
No entanto, 40% das pessoas contraiu a doença sem entrar em contacto com aves domésticas. Apesar disso, baixou bastante o número de novas infecções em Xangai, depois de terem sido fechados os mercados que vendiam animais vivos. “O encerramento parece ter sido uma forma eficaz de reduzir os riscos”, disse à Reuters Anne Kelso, directora do Centro de Referência e Investigação sobre a Gripe de Melbourne (Austrália), que colabora com a OMS.
Por agora, não há indícios de que o H7N9 consiga transmitir-se entre seres humanos — embora o estudo na NEJM mencione dois casos de concentração de infecções em famílias.
Um sinal preocupante é que pela primeira vez o vírus foi detectado fora da China continental: trata-se um homem de Taiwan, que tinha viajado para Suzhou, no continente, e regressou a 9 de Abril, sendo internado três dias depois, gravemente doente, anunciou o Departamento de Saúde de Taiwan.
O vírus H7N9, no entanto, é ainda menos mortífero ainda que o H5N1: matou já 22 pessoas das 108 que infectou na China, o que resulta numa taxa de mortalidade de 21%, diz um estudo publicado online na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM). Mas não é de descartar que a mortalidade venha a subir nos próximos tempos. “Podemos estar a ver apenas as infecções mais graves”, afirmou Fukuda.
Este vírus recombina genes de três outros que se costumam encontrar em aves asiáticas e os cientistas concluíram já que se encontra nas galinhas, embora a maior parte das pessoas tenha contraído a doença de animais que tinham um aspecto saudável.
No entanto, 40% das pessoas contraiu a doença sem entrar em contacto com aves domésticas. Apesar disso, baixou bastante o número de novas infecções em Xangai, depois de terem sido fechados os mercados que vendiam animais vivos. “O encerramento parece ter sido uma forma eficaz de reduzir os riscos”, disse à Reuters Anne Kelso, directora do Centro de Referência e Investigação sobre a Gripe de Melbourne (Austrália), que colabora com a OMS.
Por agora, não há indícios de que o H7N9 consiga transmitir-se entre seres humanos — embora o estudo na NEJM mencione dois casos de concentração de infecções em famílias.
Um sinal preocupante é que pela primeira vez o vírus foi detectado fora da China continental: trata-se um homem de Taiwan, que tinha viajado para Suzhou, no continente, e regressou a 9 de Abril, sendo internado três dias depois, gravemente doente, anunciou o Departamento de Saúde de Taiwan.
Nenhum comentário:
Postar um comentário