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quarta-feira, 16 de março de 2011

Reconhecimento internacional

Adib D. Jatene - O Estado de S.Paulo
Em minha segunda gestão como ministro da Saúde, recebi em audiência duas enfermeiras servidoras do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuavam à época no Ministério da Saúde - Heloíza Machado e Fátima de Souza - e me fizeram uma proposta imediatamente acolhida por mim.


Tratava-se de combinar dois programas ainda incipientes. O primeiro, dos Agentes Comunitários de Saúde, já ensaiado no Ceará e no Vale do Ribeira (São Paulo) e que tinha sido institucionalizado pelo ministro Alceni Guerra, demonstrando sua eficiência no combate à cólera. E o segundo, mobilizado pelo ministro Henrique Santillo, que criara o Programa Saúde da Família (PSF), implantado inicialmente em 13 municípios de diferentes portes populacionais que voluntariamente aderiram à proposta, visando a um atendimento caracterizado pela restauração do vínculo entre quem prestava e quem recebia atendimento e a responsabilidade de quem prestava para com quem recebia a atenção à saúde.

A ideia que me propunham era que se juntassem os dois programas num só, fortalecendo ainda mais o Programa Saúde da Família, estabelecido definitivamente como uma estratégia para implantar de maneira efetiva a atenção primária no País.

Escolhida a área onde o programa seria implantado, a população seria dividida em núcleos de 100 a 200 famílias, conforme a concentração menor ou maior da população. Em cada núcleo escolhia-se entre os moradores uma pessoa, geralmente mulher, com participação dos moradores do núcleo.

O agente ou a agente tinha como primeira tarefa o cadastramento da população do núcleo, suas condições de habitação e os recursos de saneamento com que contavam. Outra tarefa seria verificar a existência de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, tuberculose, ou qualquer outra condição mórbida. Buscariam as grávidas, verificando a assistência pré-natal oferecida, e buscariam a caderneta de vacinação das crianças, para garantir as vacinas preventivas. Esse cadastramento seria, então, o primeiro contrato com a população, iniciando e estabelecendo o vínculo com a equipe do PSF.

Cada 5 ou 6 agentes, o que significava de 500 a 1.000 famílias, eram reunidos em uma unidade básica de saúde e passavam a contar com um médico, uma enfermeira e um ou dois auxiliares de enfermagem. Esse conjunto ficou classificado como uma equipe de saúde da família.

A unidade básica poderia comportar até seis equipes, conforme a concentração da população. Nessas unidades atuavam outros profissionais, como odontólogos, farmacêuticos, psicólogos e fisioterapeutas. Enfim, formavam-se equipes multidisciplinares para atender diretamente a população, seja na unidade básica ou nas residências, sempre com a intermediação dos agentes comunitários.

Desde o início, ficou claro que o agente não era funcionário público, mas funcionário da população - por isso não podia ser selecionado por concurso público, já que o requisito básico para ser agente era residir no núcleo onde prestava serviço aos seus vizinhos. Portanto, pertencia à comunidade onde trabalhava.

Os demais membros da equipe não precisavam morar na área do núcleo, mas tinham de trabalhar em tempo integral. Diversas formas de contratação foram acordadas, e a maioria com entidades filantrópicas que se dedicavam ao setor da saúde.

Várias manifestações, em sua imensa maioria favoráveis, começaram a aparecer, inclusive, em revistas científicas que gozavam de grande credibilidade.

O British Medical Journal (BMJ 1995; 310; 1346-7), em artigo publicado em 1995, analisava o programa em trabalho cujo título era Cuidados primários, finalmente no Brasil?. A interrogação desobrigava os autores de compromisso com o programa.

Passaram-se 15 anos, e no mesmo British Medical Journal (BMJ 2010; 341: c4945) aparece um editorial, apoiado em vários trabalhos publicados, em que reconhecem não só o acerto do programa, mas sugerindo até indicá-lo aos países de alta renda que ainda se debatem na busca de soluções para o problema.

Citam números, como: redução da mortalidade infantil, de 48 para 17 em cada 1.000 nascidos vivos; queda, nos últimos cinco anos, de internações hospitalares por diabetes e acidente vascular cerebral; queda de 67% no número de crianças abaixo de 5 anos com baixo peso; 75% das gestantes recebem mais de seis consultas de pré-natal; e a cobertura vacinal com vacina tríplice ultrapassa 95%, número superior ao divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

É claro que esse resultado ressaltado no editorial não ocorreu em razão apenas da implantação do PSF, mas ele é relevante no conjunto de propostas do SUS. Considera o editorial como uma conquista que deve servir de exemplo a outros países o fato de em 15 anos o programa ter conseguido recrutar mais de 250 mil agentes e estruturar mais de 30 mil equipes.

Infelizmente, por limitações de várias ordens, inclusive financeira, o programa, embora presente em 93% dos municípios, cobre pouco mais de 85 milhões de pessoas, o que aconselha sua duplicação nos próximos anos, especialmente nas periferias das grandes cidades e áreas metropolitanas, como o município do Rio de Janeiro, que busca agora passar sua cobertura populacional do PSF de 3,7%, em 2008, para 70%, em 2012, com as Clínicas de Saúde da Família.

O artigo finaliza com uma frase que honra a todos os participantes desse programa, quando diz textualmente: "Os formuladores de políticas em saúde no Reino Unido têm um histórico em observar os Estados Unidos da América na busca de exemplos de inovação no provimento de atenção à saúde, apesar de seus resultados relativamente fracos e de altos custos. Eles poderiam aprender muito voltando seus olhares para o Brasil."


MEMBRO DA ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA, FOI MINISTRO DA SAÚDE

domingo, 13 de março de 2011

Devastado por terremoto e tsunamis, Japão já conta mais de 500 mortos




Agência Lusa
Sábado, 12/03/2011 - 10:55

Tóquio - Pelo menos 564 pessoas morreram e cerca de 600 estão desaparecidas devido ao forte terremoto e ao tsunami que devastaram o Nordeste do Japão na sexta-feira (11), segundo um novo balanço da polícia japonesa divulgado hoje. No entanto, agências de notícias japonesas, como a Kyodo, estimam que o número final de vítimas fatais seja superior a 1,6 mil em pelo menos nove províncias nipônicas.

Às mortes já contabilizadas pela polícia, somam-se de 200 a 300 pessoas que se afogaram em Sendai, capital da província de Miyagi, segundo informação das autoridades locais. Mais 200 corpos teriam sido trasladados para ginásios nas localidades de Iwanuma e Natori e também em Miyagi.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, afirmou hoje durante uma reunião do comitê de emergência em Tóquio que “mais de mil pessoas perderam as vidas” devido ao sismo, o maior desde o século 19, quando começou o registro dos dados.

Cerca de 50 mil militares, 190 aviões e 25 barcos foram destacados para as operações de busca, nas quais os Estados Unidos colaborarão com barcos para o transporte de homens das forças de autodefesa, como é chamado o Exército japonês.

Pelo menos 3,4 mil edifícios ficaram destruídos no Japão devido ao tremor, do qual também resultaram 200 incêndios. Na província oriental de Iwate, algumas cidades foram varridas pelo tsunami gerado pelo sismo, com ondas com mais de 10 metros de altura. Mais de 5,5 milhões de casas japonesas ficaram sem eletricidade e 1 milhão não têm água.

A televisão pública NHK anunciou hoje que o exército japonês encontrou na sexta-feira entre 300 e 400 corpos no porto de Rikuzentakata (Nordeste), que tinham ficado submersos pelo tsunami gerado pelo sismo.

O sismo de magnitude 8,9 na escala Richter foi registado a uma profundidade de 24,4 quilômetros, com epicentro localizado a cerca de 100 quilômetros de Miyagi, na Região Nordeste do Japão. O abalo, que foi fortemente sentido em Tóquio, a cerca de 400 quilômetros do epicentro, deu origem a um tsunami que atingiu a costa japonesa com ondas de até 10 metros de altura.

sábado, 12 de março de 2011

RONALDO SE DESPEDE DO MUNDO DO FUTEBOL


Ronaldo colocou esta segunda-feira um ponto final num percurso de 18 anos onde foi duas vezes campeão do Mundo com a seleção brasileira (1994 e 2002), vencedor da Taça UEFA pelo Inter Milão (97/98), nomeado três vezes como o melhor jogador do Mundo pela FIFA, tendo marcado 420 golos em 616 jogos oficiais.

Nos Estados Unidos, em 94, Ronaldinho, como era então conhecido, foi chamado por Carlos Alberto Parreira, quando apenas tinha 18 anos. Em 1998, na França, conduziu a seleção canarinha à final do Mundial, mas acabou por perder o título para a seleção francesa.

Em 2002, já depois de ter ultrapassado algumas lesões graves, Ronaldo regressa em grande ao maior palco do futebol mundial e vence o seu segundo Mundial, com Scolari ao leme do Brasil.

Na Alemanha, em 2006, faz o seu quarto Mundial, onde bate o recorde de golos em fase finais (15) superando o bombardeiro alemão, Gerd Müller. No entanto, o Brasil diz adeus à prova nos quartos-de-final, depois de perder novamente frente à França.

Ao longo da sua carreira, ameaçada por três complicadas operações aos joelhos, Ronaldo, de 34 anos, representou o Cruzeiro (Brasil), PSV (Holanda), Barcelona (Espanha), Inter Milão (Itália), Real Madrid (Espanha), AC Milan (Itália) e Corinthians (Brasil), tendo conquistado inúmeros títulos, coletivos e individuais.

Segundo referiu esta segunda-feira, o único troféu que tem mágoa de não ter vencido foi a Taça dos Libertadores da América do Sul.

É com números impressionantes, e alguns momentos (lesões) difíceis de ultrapassar, que a carreira fenomenal de Ronaldo chega ao fim. Ele que durante o tempo que esteve ao serviço do Barcelona foi “o melhor”, segundo a opinião do técnico português José Mourinho.

PIB japonês confirma: China é 2ª maior economia do mundo



Economia japonesa cresceu 3,9% em 2010. Já o PIB de Pequim saltou 10,3%

Xangai, o maior centro comercial e financeiro da China (Peter Gridley)
"Como nação vizinha, saudamos a rápida progressão da economia chinesa. Isto pode ser o sustento de um desenvolvimento da economia regional"

Kaoru Yosano, ministro de Política Econômica japonês
O governo japonês anunciou oficialmente nesta segunda-feira que perdeu para a China o posto de segunda maior economia mundial. O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 3,9% no ano passado, segundo dados divulgados nesta manhã. Já a economia chinesa acelerou 10,3% no mesmo período.

Entre janeiro e setembro do ano passado, o Japão conseguiu manter o título de segunda potência mundial, mas por pouca margem. Nesses nove meses, o PIB japonês foi de 3,967 trilhões de dólares, contra 3,947 trilhões de dólares dos chineses.

Acervo Digital VEJA: China - o voo do dragão, do caos à potência econômica

No último trimestre de 2010, porém, o governo japonês informou que houve uma desaceleração no crescimento em consequência da queda das exportações e do consumo. A economia do país encolheu 0,3% no período. Resultado: um PIB nominal de 5,74 trilhões de dólares em 12 meses, ante a marca de 6 trilhões de dólares obtida pela China.

O fim do reinado do Japão como segunda economia mundial acontece justamente num momento em que o país tenta pôr freio à grande dívida pública, à persistente deflação e ao risco que representa para o motor exportador um iene forte. O Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) prevê que o Japão cresça 2,1% durante este ano fiscal, que termina em março de 2011, e o faça em 1,8% no seguinte exercício.

Futuro - "Como nação vizinha, saudamos a rápida progressão da economia chinesa", afirmou o ministro de Política Econômica japonês, Kaoru Yosano. "Isto pode ser o sustento de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, a Ásia oriental e do sudeste", completou.

Apesar dos maus dados registrados entre outubro e dezembro de 2010, espera-se que entre janeiro e março deste ano a economia japonesa volte a se recuperar, sobretudo por causa do aumento das exportações.

China X Japão – Trinta anos depois de iniciada a abertura econômica, a China superou sucessivamente França, Grã-Bretanha e Alemanha e virou uma das maiores potências econômicas do planeta, conquistando os títulos de maior exportador, principal mercado automobilístico e líder na produção de aço. Mas, enquanto no Japão e nos Estados Unidos o crescimento econômico se traduz em qualidade de vida para a população, na China a situação é muito diferente.

A renda per capita dos japoneses é de 32 443 dólares por ano. E, nos EUA, de 46 436 dólares. Já no gigante asiático, a renda per capta é de 6 675 dólares por ano. A desigualdade social no país é flagrante – e ficou ainda mais acentuada com o crescimento vertiginoso. Na China, há dezenas de bilionários que se beneficiaram da abertura econômica das últimas três décadas, mas há também 1,3 bilhão de pessoas cuja renda está entre as mais baixas do mundo. Dos 1,3 bilhão de habitantes da China, 150 milhões vivem abaixo da linha de pobreza da ONU.

Enquanto os investimentos em infraestrutura fizeram das grandes cidades chinesas um exemplo de modernidade, nas áreas mais pobres do país a população vive em condições precárias – inaceitáveis no Japão e nos Estados Unidos. É claro que o crescimento chinês tirou milhões de pessoas da pobreza no país. Mas ainda há muito trabalho a ser feito. Nem de longe, a distribuição de renda na China se assemelha à do Japão
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